24/05/2009

MEMÓRIAS DE UM PS DESCONHECIDO...

Tal e qual como recebi, transcrevo na íntegra, relatos impressionantes, dantescos mesmo. O que aqui se segue, joga-nos para o submundo da corrupção, da oligarquia, e do poder, aquele agora exercido também, já se sabe, no caso "Freeport", pelo mesmo canal. Atente-se:


Não digam que não foram avisados

Texto publicado na revista «Grande Reportagem» em 26 de Março de 2005, pouco após a posse do actual governo de José Sócrates:

Bruxas na Justiça

Destaque: Dará garantias de isenção um ministro suspeito de ter intervindo no curso da justiça?

"Tenho com Alberto Costa laços de amizade."
Frequentámos o mesmo liceu (onde ele se destacou pelo brilhantismo) e recebeu-me de braços abertos no exílio em Paris, pouco antes da queda da ditadura. Mas o dever de informar obriga-me a evocar os eventos em que o actual ministro da Justiça se envolveu em 1988 em Macau, os quais, até ao fecho desta edição da GR, não vi relembrados. Costa dirigia o Gabinete dos Assuntos de Justiça do território, por nomeação de António Vitorino, secretário-adjunto para a Justiça, entretanto substituído por José António Barreiros. Cavaco Silva dominava Portugal, e Macau, sob tutela do Presidente Mário Soares e tendo como governador Carlos Melancia, era a única parcela não-autárquica onde o PS tinha poder executivo. De súbito, o presidente da TdM (Teledifusão de Macau, empresa pública da rádio e TV), o socialista António Ribeiro, foi detido sob suspeita de graves irregularidades financeiras. O caso prejudicaria as negociatas tentadas em Macau por um grupo de socialistas amigos de Soares, com o seu patrocínio e a cumplicidade de Melancia (como narra o livro «Contos Proibidos - Memórias de um PS Desconhecido», de Rui Mateus, membro do grupo). Pouco após a detenção, o juiz instrutor do processo queixou-se ao governador de que Costa o pressionara para atenuar a medida preventiva contra Ribeiro. Escândalo dentro do escândalo: o inquérito judicial local propõe que a conduta de Costa, apesar da «impropriedade», não sofra sanção, mas Barreiros, alegando que o subordinado actuou à sua revelia, exonera-o, para ser ele próprio afastado a seguir por Soares, sob proposta de Melancia.
O titular da Justiça «natural» de Sócrates era António Costa, só que as suas ingerências no processo Casa Pia, há dois anos, tê-lo-ão empurrado para a Administração Interna. Mas será que o outro Costa, sob fortes suspeitas de intervenção no curso da justiça em Macau, dá as garantias de isenção a que está obrigado? Teremos pelo menos de ter um pé atrás, à espanhola: «Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!»
Joaquim Vieira


@Fernando Marques
Pulseira Electrónica

17/05/2009

Importante

EDITORIAL
Divulgação maciça do sítio
Uma intervenção excepcional nesta coluna dedicada a artigos de fundo do Movimento. Faço dois pedidos aos membros e junto alguma informação sobre o sítio.
A divulgação do DD (associação não-partidária!) deve continuar pelas nossas redes de amigos para acelerar a adesão que tem sido notabilíssima. Mas também a difusão do nosso sítio (http://democraciadirecta.pt).
Nesse sentido, faço-vos dois pedidos para a difusão do sítio:
Quem ainda não o fez, noticie nos seus blogues a entrada em funcionamento do sítio do Movimento. A divulgação do novo sítio (http://democraciadirecta.pt) é ainda muito curta, para aquilo que a nossa rede de blogues pode conseguir.
Coloquem o logótipo do Movimento em lugar de destaque nos vosos blogues e sítios, com link para o Movimento.
Chamo também a atenção para o Blogue do DD (http://democraciadirecta.pt/blogue); o Forum (http://democraciadirecta.pt/forum) para os membros, com categorias criadas para cada grupo de trabalho sectorial; o Radar de notícias(http://democraciadirecta.pt/radar); e a nova Área de Membros (exclusiva para os membros). Os membros e leitores devem ainda consultar a área de Eventos (http://democraciadirecta.biz/eventos/), onde podem encontrar iniciativas e acções do Movimento.
Neste coluna central da página de abertura do sítio, ficam apenas os artigos de fundo, de actualização menos frequente. Para o bulício constante, temos o blogue (http://democraciadirecta.pt/blogue).
Este nosso sítio continua em evolução. O trabalho custoso e brilhante do sítio cabe ao Henrique Sousa que, além de construir o sítio e ser o seu webmaster, ainda o aloja e mantém na sua empresa Ashera.
António Balbino Caldeira
Publicado por Alexandre de Almeida