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25/01/2012

Cavaco, o Supercínico

Finalmente descuidou-se e revelou o que sempre pensou. Não é a primeira vez que acontece, mas parece que a maioria teima em não tomar os repetidos deslizes dos seus desabafos a sério. Não contente em ser o autor principal da miséria actual, quer ser também actor fantoche das políticas de miséria do governo. Tem feito grande algazarra contra a miséria e quis ser tomado como o paladino dos mais pobres, afirmando sem cessar que as desgraças deviam ser a dividir por todos. Simultaneamente, assinava – e tem continuado a assinar – toda a legislação que sacrifica os mais desprotegidos e poupa os que mais têm, mais ganham e mais recebem. Simples contrariedade? Pior que moeda falsa.

Deviam pô-lo com os bandalhos dos deputados e os sacanas dos ministros a viver três meses com €250 e daí pagar comida, remédios, água, luz, gás, telefone, etc. Aí sim, ele e outros da sua estirpe iriam perceber o que os nossos mais pobres pensionistas passam não para viver, mas sim para sobreviver. Ninguém se revolta com os discursos do F.d.P. do ministro da economia? Por tudo permitirem, os portugueses têm realmente aquilo que merecem.

Nem vale a pena repetir o que todos sabem: não consta que tivesse aproveitado a sua posição de primeiro-ministro para roubar como a canalha dos seus seguidores que por isso ficou e é tão conhecida. Raros se comportaram ou comportam honestamente. No entanto, como chefe, não pode rejeitar a alta responsabilidade que lhe cabe por direito e por obrigação e ainda não prestou contas.

Juntam-se agora assinaturas para uma petição visando a sua demissão, mas Portugal não é uma democracia e o caminho dado às mais de 200.000 assinaturas contra a lei do aborto, assim como outras, mostra-o claramente que a petição é como o livro de reclamações. Serve para os papalvos desabafarem, que é tudo aquilo de que os cobardes portugueses são capazes. É para isso que servem as petições e as outras areias que nos atiram aos olhos: enquanto o povo continuar a digerir os discursos-burlas a corrupção e a impunidade não terão fim. Apenas um controlo dos políticos pelo povo pode evitar o deboche político-partidário.

O destruidor de tudo o que produzia riqueza no país: agricultura, pesca, indústria, quer que os parolos o tomem pelo «provedor dos portugueses». Que arrojo. Que afronta. O coveiro da nação!

Segundo a constituição, ninguém e nada pode demitir o presidente da república. Nem o povo o pode fazer, o que, mais uma vez, atesta que o povo é lixo neste país. Ele mesmo poderia ter algum pudor e consideração e satisfazer o desejo popular em repeli-lo.

A petição, tal como vemos o caminho que se lhe pode dar de acordo com os que se tomam por órgãos soberanos, não tem qualquer valor. Se o único soberano numa democracia é o povo e os governantes não podem passar para além de mandatários, logo se constata que uma democracia não pode ter órgãos soberanos e conclui-se que se Portugal os tem não pode ser uma democracia.

Não interessa que se possam fazer petições. Tampouco interessaria a garantia de que elas seriam sempre aceites, como deveria ser. O que interessa é que ao soberano seja devolvido o poder de aceitar ou rejeitar as idiotices ou os projectos de roubo impune antes de se tornarem leis.

O Blog do Leão Pelado publicou não há muito tempo um artigo com uma importante transcrição de como a Islândia concebeu uma nova constituição que devolve o poder ao povo; de como rejeitaram as dívidas dos conglomerados financeiros que deles se serviram par sugar todos os lucros aos desventurados pagadores de impostos; dos julgamentos e das condenações dos governantes e banqueiros que levaram o país à bancarrota.

Esse artigo não se relaciona directamente com o caso actual, mas apresenta aquilo que a corja desinformadora nacional nos tem vindo a esconder há anos (só mais um caso entre um número sem fim, um preceito), como é de seu costume, para permitir aos políticos avassalarem a população. A transcrição ensina como o povo e não os políticos elaboraram uma constituição democrática. Assim como o povo passou a controlar os políticos e as suas políticas. Num caso semelhante, a importância de um qualquer partido no governo deixa de assumir uma importância capital, visto que, seguindo as regras democráticas, é apenas um mandatário do povo. Idem para juízes e magistrados. As funções de todos eles são as de cumprirem os desejos de quem os elegeu e de satisfazerem às suas necessidades. Nada do que cá se passa.

É actual. É na União Europeia, onde outros países estão a ser massacrados economicamente devido à consequências do controlo financeiro apoiado pelos EUA no seu interesse próprio, devido à sua própria dívida, a maior por habitante no planeta. Como o assunto do artigo não se encontra directamente na linha do presente, não parece apropriado ser aqui incluído.


Petição para a demissão do Cavaco

Com efeito há duas petições que decerto seria melhor juntar, já que a união faz a força. Coisas que em Portugal ainda não se compreenderam, e assim cada um puxa o seu cordelinho em lugar de juntos puxarem um cabo bem grosso que tudo arrastaria. Duas petições sobre o mesmo assunto, que loucura! Eis as duas petições, em que a primeira é a mais antiga e tem muito mais assinaturas:

Petição 1             Petição 2


Outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

16/07/2011

Cavaco, o Chefe da Quadrilha que Desgraçou o País e Assassina os Cidadãos

Que o bandido destruiu as pescas, a agricultura e a indústria é do conhecimento geral, embora a corja jornaleira encubra tanto quanto pode, a fim de provocar a sua eleição e reeleição por um povo desinformado e por ela embrutecido. Muitas dos seus feitos gloriosos, porém, não voltaram ainda à superfície e continuam escondidos e abafados pela mesma corja jornaleira que manipula as notícias.

Quem colocou os primeiros professores a contrato, simultaneamente aumentando os próprios vencimentos e da malta do partido em serviço no governo, direcções, gestores, deputados, em 51%?

A máfia cavaquista caiu em cima dos fundos europeus de coesão -- destinados a preparar Portugal para o futuro, agora -- com enorme sofreguidão. Roubaram quanto puderam para eles, para as famílias e amigos. Canalizaram parte desses roubos para as suas contas em bancos e offshores. Tão fascinados ficaram com o assalto que se esqueceram de cuidar da economia. Os sobejos do que restou do gamanço e que ainda eram muito, puseram-nos a circular para a população ter a ilusão de que tinha enriquecido e não precisava mais trabalhar – dá sempre votos dum povo desnorteado que nem de se aperceber das consequências é capaz..

Fazemos aqui um aparte para nos perguntarmos: se fôssemos cidadão dos países que mais contribuíram mandando para cá o dinheiro que pagaram com os seus impostos e víssemos o que o governo do Cavaco fez dele, engendrando a miséria que se vê, estaríamos dispostos a dar-lhes mais?

Não foi ele também o inaugurador das instituições, das fundações e das empresas públicas e semipúblicas, das parcerias publico-privadas, etc., para albergarem os parasitas das máfias? Não foi ele quem inventou os 25 conselhos fiscais das empresas públicas, constituídos por cinco parasitas cada, pagos a Esc. 250.000$00 mensais cada para se reunirem uma vez por ano? (De notar que o símbolo € substitui Esc. e não o $, como os animais pedantes jornaleiros começaram a escrever e os iletrados ignorantes logo papaguearam.)

Já se esqueceram todos de quem era o mentor dessa corrupção e que queria que o governo do Guterres lhes pagasse indemnizações astronómicas quando saíssem? Porém, o Guterres limitou-se a anular o Decreto-Lei que os tinha nomeado mediante outro DL! Também diminuiu o número dessas comissões de parasitas, mas não teve a coragem de acabar com elas para os seus boys. Lixaram-se e esse mentor passou a odiar quem os lixou e a justiça com que foi feito. O povo foi de tal modo desmemoriado que esse palhaço de vigarista-mor, mordomo do cavaquismo, pode andar agora a pavonear-se por aí armado em cavaleiro anticorrupção com a sua banha da cobra, que ninguém se recorda: o Rui Rio, pois é, paspalhões de garganta.

A região dele tem mais de 50% de beneficiários de RMG, ele diz que se deve acabar com esses subsídios e essa ideia-crime leva os pacóvios a votarem nele. Muitos recebem esse subsídio indevidamente por incapacidade dos irresponsáveis que lho atribuíram e esses, sim, deveriam reembolsar o estado, mas denunciá-lo não dá votos, dá mais abastardando a verdade, como faz o vigarista. A maioria dos políticos são da sua região e ele reclama contra Lisboa, como se o local onde eles se encontrassem (fosse Faro, Guarda ou Bragança) pudesse ter algo a ver com os corruptos; e os mesmos parrecos espertalhaços bebem-lhe o vomitado e votam nele.

09/05/2011

Quem Cala Consente
Quem Vota Aprova

«Mudar a sério», diz o aborto do PSD. Que é isso de PSD? O nome é falso, o partido é outro.

«Querem destruir o sistema de saúde», diz o vigarista do PS, quando a mezinha que fez condenou esse mesmo serviço. Que é isso do PS? O nome é falso e o partido também é outro.

Um fez um erro fenomenal e o outro quer aproveitar-se para realmente destruir o que já está meio destruído, criando mais hobbies da saúde para servirem de antros par os parasitas partidários, como se não houvesse já tantos a eliminar. Nenhum deles propõe pôr esse serviço nacional a funcionar como na Suécia. A Suécia por ter talvez o melhor de todo o mundo e custar tanto como o miserável do português.

Sobre as escolas privadas é fácil. Não há razão para deixarem de existir nem para que recebam dinheiro dos impostos de quem não pode lá pôs os seus filhos. Já são pagas pelos que as frequentam.

Estes salteadores que nos roubam sem assaltarem as nossas casas não apresentam qualquer proposta de interesse nacional que contribua para uma democracia. Nada que os portugueses queiram ouvir. Nenhuma proposta ou ideia para acabar com a corrupção que se alastra por todo o país. Nem uma palavra sobre acabar com os institutos ou as empresas do estado, onde colocam os parasitas dos partidos e lhes dão prémios por esbanjarem, degradarem e obterem os piores resultados empresariais nacionais.

Nenhuma proposta de nenhum dos ladrões corruptos das máfias oligárquicas menciona qualquer dos assuntos cruciais que queremos resolvidos e que se seguem (recebido por e-mail):

25/03/2011

Do Mau e do Pior, o Diabo (Cavaco) Que Escolha

A queda do governo tinha sido prevista há muito no Blog da Mentira! A miséria que lavra no país, essa então, há décadas, como se encontra descrito no Site da Mentira! Os desmiolados e os incrédulos, gozavam o autor e tomavam-no por visionário. No entanto, nada havia de mais simples, para isso bastando sacudir a má influência da podridão interna e observar do exterior, tal como dos outros países fizeram, chegando todos à mesma conclusão. Toda a gente o via de elementar que era. Como seria outra coisa possível, quando o Cavaco destruiu a origem das mais importantes fontes de ganhos nacionais? Não contente, espalhou o restante do dinheiro que a sua corja roubou e desbaratou dos fundos de coesão da União Europeia destinados a preparar o país para o futuro, agora. Não existem, portanto, actualmente, condições de recuperação.

Mas não só, que instigou a população inteira a estoirar o seu próprio dinheiro enterrando-se em dívidas que não podia pagar (por não poder produzir após a destruição das fontes de riqueza). Nenhum país enveredou por tal descalabro. Nos países ricos a quase totalidade das pessoas habita em casas alugadas, em grande parte pertencentes a associações, empresas, etc. Os pelintras portugueses foram levados a acreditar que eram ricos à custa da UE e a comprar todos casa. Isto gerou um impulso à construção civil, onde se instalaram muitos políticos parasitas, deu a aparência de riqueza fazendo circular o dinheiro, mas originou também um grande endividamento e falta de fundos nacionais, pois que nada era exportado. Ninguém viu? As máfias políticas sim, mas há um princípio básico de marketing que diz: Tu és OK, eu sou OK. Ou seja, neste caso, as pessoas sentindo-se estupidamente bem [comfortably numb (Pink Floyd)], também estavam contentes com os políticos. O povo anestesiado pela desinformação das bestas jornaleiras, caiu em todos os logros e votava nos seus carrascos. Era a única coisa que interessava às máfias partidárias, que entretanto se apoderaram de todos os lugares mais bem pagos da administração, incompetentes em lugar de contratados por concurso. Repare-se que a maioria dos políticos nacionais são advogados, quase todos falhados, a escola da vigarice, como o mundo conhece. A política portuguesa atrai uma escória de rascas, parasitas, vigaristas, ladrões, impostores, etc.

08/01/2011

O Fato Usado do Presidente.

À dias, lia um artigo que me chamou a atenção pela ironia, desconcertante, alegre e realista. Afinal, parece-me que em Portugal, ainda existe muito boa gente, gente que ganha milhões, e que goza com a situação dos mais carenciados. A EDP, empresa liderada por um Rato Gordo, daqueles que Obama apelidou, mas que também não teve tomates para os matar, no sentido literal da palavra. São os efeitos do novo-riquismo, do aproveitamento sem escrúpulos, de quem não tem pouca vergonha. A autora, não me inspira grande confiança, até eplo seu passado recente de dança de cadeiras, mas se o que escreveu for sentido, já subiu mais qualquer coisinha na minha consideração.

@Fernando Marques
Pulseira ELectrónica!

O fato usado do presidente
Três dias antes do Natal, assistia calmamente ao Telejornal da RTP1 quando vi a grande notícia da noite. Entre os atentados em Bagdade e as agências de rating, uma voz off anuncia o que as câmaras filmam: o presidente da maior empresa pública portuguesa a levar dois saquinhos de papel com roupa usada e um brinquedinho (usado) para uns caixotes de cartão, cheios de coisas usadas para oferecer no Natal. Fiquei comovida. Que imagem de boa pessoa, que gesto bonito: pegar num fatinho usado do seu guarda-vestidos que deve ter uns 200 e num pequeno brinquedo de peluche, e depositar tudo no caixote de cartão para posteriormente ser redistribuído? À administração da empresa? Não, a notícia explica que é para oferecer aos pobrezinhos, que estão a aumentar com a crise. A RTP, Telejornal à hora nobre, filma o comovente gesto. Em off, o locutor explica o sentido dizendo que alguém vai ter no sapatinho um fato de marca. Olhando para os sacos de papel, percebe-se que esse alguém também receberá umas meias usadas e talvez mesmo uma camisa de marca usada.

Primeiro, pensei que estava a dormir e um pesadelo me fizera voltar ao tempo de Salazar, à RTP a preto e branco ou à série da Rita Blanco «Conta-me como foi».

Mas não, eu estava acordada e a ver o presidente da EDP no Telejornal da RTP 1 (podem ver o filme na net) posar sorridente para as câmaras, a levar um saquinho a um caixote, que não era de lixo, mas de oferta. Por acaso, estava à porta da EDP a RTP a filmar o gesto. Iam a passar e filmaram, certamente, porque para os pobres os fatos em segunda mão de marca assentam como uma luva. Um velhinho num lar de Vila Real vestido Rosa & Teixeira sempre é outra coisa. Ou o homeless na sopa dos pobres com Boss faz outra figura, ou o desempregado com Armani numa entrevista do fundo de desemprego... Mentalidade herdada do Estado Novo, foi a minha primeira análise, teorizando imediatamente que os ricos em Portugal, os que recebem prémios de milhões em empresas públicas e ordenados escandalosos e que puseram o mundo e o país como se vê, são os mesmos com a mesma mentalidade salazarenta. Mas nem é verdade, pois, mesmo nesse tempo, as senhoras do regime organizavam enxovais novos nas aulas de lavores do meu liceu para dar no Natal aos pobres que iam nascer.



Tantos assessores de imprensa na EDP, tantos assessores na Fundação EDP, milhões de euros gastos em geniais campanhas de marketing, tantas cabeças inteligentes diariamente pagas para vender a imagem do presidente da EDP, tudo pago a preço de ouro, e não concebem nada melhor do que mandar (!?) filmar, no espaço do Telejornal mais importante do país, um gesto indigno, triste, lamentável, que envergonha quem vê. Não têm vergonha? Não coraram? E a RTP que critérios usa no Telejornal para incluir uma notícia?

Há uns meses escrevi ao presidente da EDP e telefonei-lhe mesmo, a pedir ajuda da empresa para reparar a velha instalação eléctrica, gasta pelo uso e pelo tempo, de uma instituição, onde vivem 40 adultas cegas e com deficiências e que têm um dos mais ricos patrimónios culturais do país. A instituição recebeu meses depois a resposta: a Fundação EDP esclarecia que esse pedido não se enquadrava nas suas atribuições. Agora percebi. Pedia-se fios eléctricos, quadros eléctricos novos e lâmpadas novas. Devia-se ter escrito ao senhor presidente da maior empresa (pública) portuguesa, com os maiores prémios de desempenho, cujo vencimento é superior ao do presidente dos Estados Unidos, para que oferecesse uma lâmpada em segunda mão, que ainda acendesse e desse alguma luz. Talvez assim mandasse um dos seus motoristas, com um dos geniais assessores de imprensa e um dos fantásticos directores de marketing, avisar a RTP (a quem pagamos uma taxa na factura da luz) para virem filmar a entrega da lâmpada num saquinho de papel.

2011 anuncia-se um ano duro para os portugueses e sê-lo-á tanto mais quanto os responsáveis pelo estado a que se chegou não saírem da nossa frente.

Zita Seabra

10/11/2010

O Coelho Processa o Cavaco

Não, não são estas as suas palavras, mas é este o único significado possível. Como conceber-lhes um sentido diverso, esquecendo quem destruiu a indústria, a agricultura, as pescas e praticamente todas as outras fonte de riqueza, que aumentou os ganhos da sua corja no governo em 51% e cujos sequazes roubaram os fundos de coesão europeus para si e para os seus e amigos?

São factos do dum passado recente bem conhecido, portanto indesmentíveis.

Se esses fundos não foram usados para a preparação do país para a futura concorrência, desta forma ele condenou a população à miséria nas décadas a vir. Que evidentemente não se pôde ver logo; só quem quiser encobrir maliciosamente a realidade poderá afirmar o contrário. Similarmente, a falta de médicos decretada pelo Cavaco já ao fim do seu mandato, não poderia notar-se imediatamente, que os médicos levam muitos anos a formar-se.

Daí, as palavras do Coelho e dos seus apoiantes, que com inteligência de malandros canalhas, só podem dirigir-se a gente amnésica ou estúpida. É com isso que ele conta, como sempre que rosna ou ladra. A população está tão desmiolada no seu conjunto que os alemães, suíços e austríacos, mas não só, dizem que os portugueses não conseguem passar da cepa torta, nem gerir as suas vidas, nem mudar o regime porque pensam com a cabeça que têm entre as pernas (literal).

Existe uma profusão de sólidos sintomas da deficiência mental nacional, cuja maioria é conhecida nos outros países. Nos outros países europeus as populações são mais informadas do que os portugueses. Embora o jornalismo esteja em decadência geral mundial devido aos interesses financeiros que dele se têm apoderado, não só não têm os rascas da desinformação nacional como nas escolas lhes ensinam a reflectir, a defenderem-se contra a publicidade e a gerirem o seu dinheiro, coisas impossíveis em Portugal, visto o modo como os pais impedem os professores de o fazer e nenhum governo ter tomado as decisões apropriadas a esse propósito. Não dá votos, o mesmo motivo por que o sistema educativo é dos piores. Dá mais votos aceder às exigências de pais rascas, que esses sim, votam.

Alguns desses sólidos sintomas tidos em conta noutros países e que crêem mais significativos da mentalidade são a reacção geral à publicidade e a quantidade desta; as contínuas reclamações sobre os governos sem que por isso tomem qualquer decisão contra o que contestam, a falta de associação (originada no deficit de civismo), o pedantismo mascarado de simplicidade, reclamações sobre assuntos com menos importância e aceitarem outros com piores consequências; serem papagaios irracionais, aceitando e repetindo tudo os que os corruptos dizem e defendendo-os contra os seus próprios interesses.

03/11/2010

O Inverno do Nosso Descontentamento
(John Steinbeck)

A previsão no post anterior, O Grande Circo, verificou-se em absoluto. Era uma previsão tão simples que nem disso pode ser chamada, bastando apenas seguir o inevitável desenrolar dos acontecimentos para o saber.

Não é necessário ser bruxo nem adivinho para o deduzir, bastando simplesmente usar a própria capacidade mental e discernimento em lugar das daqueles que tentam sistematicamente impingir-nos ideias falsas que lhes permitam a imunidade no roubo, tudo apenas no seu interesse próprio.

Previa-se também o futuro do país quando a oligarquia governamental do Cavaco não só destruía todas as fontes nacionais de riqueza, como roubou, esbanjou e usou mal os fundos europeus destinados ao futuro desenvolvimento do país, obviamente originando a crise em que hoje vivemos. Só a um cego mental pode ter passado despercebido. Só um estúpido ao último grau pode acreditar nos arremessos do Coelho no sentido contrário ao aqui exposto e provado sem réstias de dúvidas.

Este canalha veio há pouco colocar uma página no Facebook porque sabe que se não abrir os comentários a todos, o que ele não fez, só os «amigos» podem comentar. Ninguém que não seja «amigo» pode contestar as suas monstruosidades que lá escreve para vigarizar os tolos, nem as baboseiras de atrasados mentais que os seus seguidores publiquem. A página tem os comentários fechados; isto é tudo e diz tudo.

A única razão de ser dos partidos políticos num país não democrático por o povo – que numa democracia é obrigatoriamente soberano ou não é democracia – não participar nas decisões políticas de interesse nacional é, e só pode ser, a da ganância dos partidos em serem eleitos para poderem roubar impunemente.

Vejamos come se passaria com este caso do orçamento se vivêssemos em democracia. Os políticos dirigir-se-iam à população, explicariam o problema e fariam propostas mencionando as consequências das várias propostas e soluções. Em seguida o povo decidiria por plebiscito. Ahahahah! Que democracia a nossa em que só «aleijados mentais» acreditam. Em vez disso, os partidos, sem o controlo dum povo que não é soberano, atiçaram-se e o cão raivoso do Coelho conseguiu fazer aumentar os juros dos portugueses a cada vez que abria a comua. Pior, com o seu continuado comportamento de ganancioso insatisfeito os juros vão subir ainda muito mais, pois que ninguém espera que o cabrão dê ao orçamento a possibilidade cumprir o compromisso da dívida. É um ponto para recordar quando isso acontecer. Se fosse verdade que se interessasse pela população, teria aumentado o seu já grande desastre económico, roubando os bens das pessoas que passem a não poder pagar a subida dos juros? Quem seja capaz de reflectir pela sua própria cabeça que encontre a resposta.

16/08/2010

Pedro Coelho Chamou Estúpidos aos Portugueses.
Mais uma Vez. Terá razão?

Não há outro modo de interpretar as palavras do aborto e dos seus acólitos. Pelo menos para quem conheça um pouco a sua biografia de parasita partidário que conseguiu todos os tachos por ser militante assíduo, ainda que pouco brilhante em ideias.

Não obstante, na reunião dos tachistas parasitas e ladrões da sua oligarquia mafiosa, um tordo zurrou, aclamando esses delitos e defeitos como qualidades.

Como interpretar, também, o seu enorme abuso em gozar os portugueses, ao propor uma baixa de 5% nos ordenados dos políticos, deixando os restantes ganhos intactos? Como ousar avançar ridiculamente 5% e não 30% ou mais, dada a enorme disparidade? Eles estão em Portugal, pelo que os seus ganhos devem ser paralelos aos da restante população. Mais é um roubo, e ele defendeu o roubo gozando o povo. Como interpretar as suas palavras de protecção aos mais pobres, quando nada diz sobre o governo tirar-lhes o pouco que ainda têm e não tocar nos exploradores impunes que mais possuem? Como interpretar a sua defesa do povo, quando jamais avançou qualquer ideia ou opinião sobre acabar com as inumeráveis fundações e funções desnecessárias, em lugar de terminar com os subsídios de desemprego nesta altura fatídica? O mafioso só pode estar à espera da vez da sua oligarquia se apoderar desses postos inúteis para roubar impunemente. Ou não? Como nunca propôs que os cargos do estado fossem atribuídos por concurso, como nos outros países, em lugar de dados a ignorantes parasitas dos partidos?

08/07/2010

O Nascimento e a Subida do Racismo em Portugal e o Crime Importado

Ao longo de todos os séculos da existência de Portugal não foi registado racismo no território metropolitano, e os casos coloniais foram entre os mais benignos no mundo e sem qualquer comparação com o que se passou com outros países colonizadores.

Nos EUA massacraram-se os índios e encurralaram-nos em grandes campos de concentração a que chamaram reservas. Na Austrália caçavam-se os autóctones e os cangurus enquanto se exterminavam várias raças de animais marsupiais. Os franceses também ficaram bem conhecidos pelas suas atrocidades na África Ocidental.

Não é todavia possível qualquer comparação aos crimes raciais, às exterminações e genocídios completos de que nem um descendente escapou, perpetrados por Castela em nome de Deus. Para eles eram comuns as torturas de queimarem e despedaçarem as pessoas vivas, os crimes horrendos de rebentarem as cabeças dos recém-nascidos contra as fragas, o desventramento, sobretudo das grávidas, a quem arrancavam os fetos. Tudo crimes que só podem ser cometidos por gente com os mais hediondos sentimentos da mais pura selvajaria. Nem os mongóis dos Khans do séc. XIII, que ficaram conhecidos na história como um povo bárbaro, se lhes aproximaram, de perto sequer, na perpetração de tais crimes.

Nada disto se passou com as gentes deste país. Quando os primeiros reis conquistaram o sul da Lusitânia aos mouros, estes foram tratados com deferência; não foram expulsos nem as suas terras lhes foram extorquidas. D. Afonso Henriques, frequentemente em guerra, ficou também conhecido pelas boas relações que, em tempos de paz, tentou manter com os seus vizinhos de sul e sudeste.

Nem quando, no séc. XVII, em Lisboa e arredores, assim como nalgumas outras áreas do país existiram grandes colónias de africanos. Escravos que fossem, eram tratados com grande humanidade relativamente à época.

25/06/2010

POR FALAR EM PORTAGENS...

Portagens no Norte. E em Lisboa?

Caros Amigos, Salvo algum lapso involuntário, as seguintes vias com características de Auto-Estrada:
- Eixo norte-sul (todo)
- A1 (entre Lisboa e Alverca)
- A2 (entre Lisboa e Coina)
- A5 (entre Lisboa e Porto Salvo/Oeiras)
- A8 entre (Lisboa e Loures)
- A23 (toda)
- IC2 (todo, entre Lisboa e Póvoa de S.ta Iria)
- IC2, (todo, entre Almada e a Costa de Caparica)
- IC17/CRIL (todo)
- IC19 (todo, entre Lisboa e Sintra)
- IC21 (toda, entre Coina e o Barreiro)
- IC32 (toda, entre a A2 (Coina) e Alcochete)
não pagam qualquer portagem nem está previsto que venham a pagar. Estamos a falar de mais de 1000 km. Isto na Grande Lisboa. Percebe-se, é uma região desfavorecida do país, com poder de compra muito abaixo da média nacional... Direitos iguais, deveres iguais! Se Lisboa não paga portagens, o Norte também não tem de as pagar!!!
Pagam todos ou não paga ninguém!!!

19/05/2010

Comboios de Alta Velocidade Ultrapassados

Após mais de um ano de conversações para a sua junção, a British Airways e a Iberia chegaram a um acordo em 12 de Novembro p.p., no intuito de travarem a queda de vendas relativamente à cada vez maior concorrência. A British Airways ficou com 55% do consórcio. Esta união ficará completa no decorrer de 2010.

Um dos planos que a nova associação tem no saco para angariar mais passageiros é o de novas tarifas de voos inter-cidades iguais às dos mesmos percursos ligados por via férrea. Propõem-se conquistar os actuais passageiros dos comboios de alta velocidade (CAV, em português – não sendo franceses não se compreende o uso de TGV).

Como os CAV espanhóis são do estado, tem-se levantado um grande susto para o governo quanto aos CAV, que se prevê esvaziarem-se num futuro muito próximo, caso a concorrência com as companhias aéreas continue como se prevê. Com efeito, as tarifas aéreas tendem a descer mundialmente segundo a maior ou menor concorrência regional.

Em Portugal, o Partido Socialista (que não o é) e ainda aquele que se intitula falsamente como Social Democrata pretendem construir novas linhas para CAV. De admirar? Não, quando as novidades chegam a Portugal já são velhas e obsoletas por outras bandas. É o costume, mas não só.

08/05/2010

O PAÍS ESTÁ A SAQUE, E OS TRAIDORES REAPARECEM DAS CINZAS...

Não sou muito de escrever por escrever, não muito de praticar o maldizer, de falar por falar, e com o tema quente das presidenciais, apetece-me falar, apetece-me desmascarar certas individualidades bem conhecidas da nossa praça, figuras públicas, ex-deputados, ex-comunistas, enfim ex-qualquer coisa, desde que dê graveto e poder, e acumular de reformas chorudas. Chamemos-lhe o MA, abreviatura para se ler nas entrelinhas, e deixar a imaginação dos leitores chegar a onde a minha chegou ao ler e ter conhecimentos destes factos que me chegaram às mãos, ou seja, caíram-me na sopa! O candidato assumido da esquerda, não da minha, porque a minha é a verdadeira esquerda, mas o candidato que quer à força toda ser o candidato da esquerda, teve uma prestação lastimosa, vergonhosa e cobarde, aquando da guerra do Ultramar, abandonando mesmo o país, exilando-se em Argel, e provocando com as suas acções a partir daí, traições aos então soldados em combate. Não posso aceitar, que tal alma seja sequer candidato, muito menos presidente.

Extracto de uma troca de e-mails, entre gente bem informada.

"Caro MBC
Junto um texto do AJS que esclarece algumas das tuas dúvidas que - acho eu - o MA escamoteou naquela sessão e conseguiu enganar alguns dos presentes.
Eu também partilho da ideia que pode não ter sido "tecnicamente" desertor, mas foi garantidamente traidor, não somente em relação ao seu País, mas para com os seus concidadãos que lutavam com armas na mão - e alguns certamente morreram por culpa desse MA e seus apaniguados da Rádio Argel.
Mas há uma pergunta prévia: porque é que a PIDE o quis fora da guerra?
Porque houve muitos militantes do PC que foram para a guerra - como o MA - e até se portaram bem, havendo mesmo alguns com cruzes de guerra. E a PIDE, embora mantendo-os debaixo de olho, nunca os prendeu!
Eles cumpriam a sua parte da missão como militantes sintetisada na frase "quanto pior melhor" - querendo com isto dizer que quanto mais o regime se enredasse naquelas guerras, mais depressa cairia, como veio a acontecer.
Num aparte, direi que fala quem sabe pois, durante mais de dois anos (1970-1972), fui chefe da Secção de Contra-informação do QG/RMA e depois QG/CCFAA (quando as 2.ª e 3.ª REP foram transferidas para lá) e muitos processos dessa malta me passaram pela mão.
Outra pergunta é sobre as gravações dessas catilinárias da Rádio Argel.
Será que foram destruídas? Por quem? Se não foram, onde estão?
Gostava de saber e, se alguém puder informar-me, fico grato.
Outro aspecto é que o MA diz que morreu lá o seu melhor amigo - se calhar é o Sebastião de um dos seus livros. Mas esse não era amigo dele, era ele próprio, em termos literários, o seu alter ego.
E também nunca disse qual era a Unidade a que pertenceu, quem era o comandante de Companhia e/ou de Batalhão, que poderíamos confrontar com algumas das suas histórias.
Abraço
RS"

"Caro Alberto,

Concordo com o espírito implícito neste texto e no comentário de Carlos Frade. Porém, segundo me informaram, o poeta não é desertor nos termos rigorosos do Código de Justiça Militar, porque fugiu para Argel depois der ter passado à disponibilidade, o que aconteceu prematuramente, por decisão do Exército para deixar a Pide agir mais à vontade em consequência de actos menos patrióticos por ele levados a cabo.

Porém, além de fugir da prisão, deixar o país daquela forma em período difícil para os seus amigos do mesmo grupo etário, pode permitir que se diga que desertou do País. Por outro lado e mais grave, foi para Argel lutar de microfone na mão contra os milhares de portugueses que estavam em guerra no Ultramar e muitos não teriam morrido se ele não tomasse tais atitudes. Logo, foi um traidor à Pátria, aos seus compatriotas, independentemente do regime da época.

Nenhum português (com dignidade) que teve familiares a combater no Ultramar, principalmente os familiares daqueles que lá perderam a vida, deve votar nele. É preferível entregar o voto em branco, se não gostar dos outros candidatos.

Um traidor não pode ocupar a cadeira de PR!!!
AJS


Sendo esta a qualidade de quem nos quer representar no mais alto cargo da nação, e eu que fui militar, ainda que não passei da escola de cabos e em período de paz, talvez não saiba o que é a guerra felizmente, tive gente na família, que viveu esse tempo, mobilizada para o Ultramar, que por sorte regressaram sãos e salvos, viram tombar em combate, amigos e companheiros de combate, jamais me passaria pela cabeça, após o juramento que prestei, trair o meu país e os meus compatriotas. Não posso, não podemos aceitar, que um traidor seja o comandante supremo das forças armadas.

@Pulseira Electrónica
Fernando Marques

29/04/2010

22 Cêntimos para o PS

Ainda pensavam que atestar nas bombas dos supermercados era uma grande vantagem! Vejam, agora na Galp e façam a conta 50 litros x 0,22€ = 11,00€. É verdade!... Só para os militantes do PS! 0,22€/Litro de desconto em combustível!! Dá para acreditar?! Assim, percebe-se porque pagamos os combustíveis mais caros! É para outros, sem um pingo de vergonha, terem estes esquemas e os pagarem mais baratos. E Ainda vão dizer que está a aumentar o número de militantes no partido... Porque será??!!!



A PETROLÍFERA NACIONAL!!!
Isto sim é que é um PAÍS! Até dá gosto pagar impostos!...
EXIJO um desconto igual!!!
Também pago impostos. E muitos!!!
"Governo recorreu à Golden Share que detém na Galp para proporcionar melhores condições de vida a outros portugueses..."

Que é isto???


Eu não sou Português???


O governo governa o PS ou o país???


Eu sou o país!!!

12/04/2010

Chamam-lhe Democracia :)

É um ultraje nacional a jornaleirada asquerosa proporcionar aos partidos políticos todas as ocasiões para a sua suja propaganda partidária feita

Este artigo é um pouco longo, mas como explicar factos e circunstâncias sobre as quais a jornaleirada e desinformadora e o interesse da corrupção política têm sistematicamente persistido em enganar a população, mentindo e encobrindo num conluio vergonhoso e irresponsável? Nesta altura, a maioria das pessoas assim mentalizadas, nem conhecee o que é uma democracia nem como nela se vive. Esta maioria está convencida de que sabe e bem, facto que, logicamente, a impede mesmo de saber.

Um artigo sobre este assunto foi há pouco aqui publicado, mas a persistência doentia merece nova alusão. Este género de aproveitamento não é facto constatado em países que se querem democráticos. Desta vez foi com o PSD, mas com os outros não é melhor. As datas dos seus debates são geralmente escolhidas, não em função do que ocorre dentro dos próprios partidos, como eles afirmam mentindo, mas em função do impacto que pretendem causar numa população embrutecida por falta de esclarecimento informativo, imparcial e útil, da jornaleirada ordinária. Do que falam, idem. Pouco vemos ou ouvimos sobre as podridões internas, mas sobre o que nos querem impingir.