Alguns ladrões roubam para comer. Outros por outros motivos. São ladrões de pequena envergadura que na sua maioria são caçados e atirados para a grelha. Outros ainda, roubam em larga escala, roubam não importa quem e mantêm-se em liberdade graças às leis que as máfias oligárquicas a que pertencem fazem para lhes garantir a impunidade.
Com o pretexto hipócrita de diminuir o estacionamento das cidades, os ladrões nada fazem para contrariar a propensão de as invadir com latas motorizadas e poluidoras, mas aproveitam a oportunidade para aumentarem os montantes roubados. Roubo, é a definição correcta deste procedimento. Senão, vejamos.
O problema do estacionamento, ainda que antigo, é relativamente moderno em Portugal, dado que ter lata motorizada só por cá se expandiu décadas depois de muitos outros países. Como o problema neles é imensamente mais antigo, é judicioso que constatemos as medidas neles adoptadas para conter a lataria poluidora fora das cidades. Os métodos não têm sido homogéneos e como em tudo há sempre bons e maus exemplos com melhores ou piores resultados. Porém, se como com tudo continuarmos a copiar apenas e só o que nos outros países está mal ou errado, estamos a trabalhar afincadamente para fazermos da lixeira em que habitamos uma lixeira incomensuravelmente maior. Por isso, referências a casos idênticos não nos interessam. Deixemo-lo para os mesmos do costume: a pandilha dos pedantes jornaleiros desinformadores.
