25/04/2011

25 de Abril
Comemoração da Desgraça

O "dia da "Liberdade para gamar"
[(Adenda) Ver comentário]

Alguns interrogavam-se sobre o que foi sido feito do 25 de Abril. Hoje, a maioria ainda não conhece a resposta para além dos slogans que ficaram embutidos nas pobres mioleiras dum povo imensamente atrasado, mas os que se interrogam são agora a maioria.

As máfias políticas e as hostes de incompetentes e vigaristas que as apoiam apropriaram-se da Abrilada. Locupletaram-se com salários indecorosos e privilégios injuriosos, simultaneamente retirando ao povo as possíveis vantagens nunca alcançadas e afastando-o duma democracia de que sempre falaram (como acontece apenas nos países em que ela não existe). Convenceram os ignorantes que a democracia era este regabofe dominado por jornaleiros e politiqueiros em que a expressão é vedada ao povo, completamente afastado do poder por uma constituição vergonhosamente arquitectada com essa ronha.

Os slogans passaram um pouco à história e praticamente só um sobrevive, mas a intoxicação levada a cabo pela desinformação sistemática das bandas de jornaleiros que outra préstimo não têm que não seja o de manipularem as notícias, encená-las e contar apenas parte delas para enganar as pessoas e impedi-las de formar a sua própria opinião.

Os caixotes de lixo que são os noticiários são uma propaganda aos partidos, logros e notícias editadas para inserir ideias erradas. Duram frequentemente mais de uma hora! Caso único num país democrático. Metade desse tempo é o normal por toda a Europa. Em Portugal, este tempo extra é utilizado para apoiar as máfias políticas ou apresentar reportagens a ouvir turistas a elogiar a trampa nacional, coisa em que os doutrinados acreditam piamente.

Na véspera da Abrilada, a RTP apresentou uns quadros a que chamou comparativos do antes e do depois de 1974. Os outros canais de impostores também mencionaram comparações idênticas. Este o quadro foi apresentado com o mais baixo propósito de enganar as pessoas. Uma autêntica burla. As comparações eram todas subjectivas, sem excepção, donde, impossivelmente comparáveis.

Uma dessas comparações, os rascas vigaristas intitularam-na de Salário Mínimo. Trata-se duma dupla vigarice. Primeiro não havia salário mínimo em Portugal e nem todos os países o tinham nem têm. Nenhum salário, em qualquer país, em qualquer parte do mundo pode ser comparado de tal maneira crua. Além disso, na década de 1960, um salário de hoje €20 chegava perfeitamente para alimentação variada, renda, roupa, transportes, férias, tudo. Um general do exército ganhava Esc.: 11.000$00. Como comparar da forma que os falsários apresentaram? A clara intenção destes idiotas maliciosos só pode ser a de enganar e embrutecer quem lhes der ouvidos.

Outra comparação enganadora foi acerca do número de crianças mortas à nascença. As comparações foram todas falsas sobretudo por terem sido apresentadas for do contexto.

Portugal nunca foi um país rico, embora sempre se tivesse vivido muito melhor do que em Espanha até às conquistas, extermínios e genocídios (links ao fundo da página) completos dos castelhanos para roubarem outros povos, enriquecendo à custa da desgraça que espalharam pelo mundo que hoje ainda os odeia. Contudo, ao fim da Segunda Guerra Mundial, Portugal estava bem melhor do que a maioria dos países europeus a todos os níveis. Não era milagre, a guerra em que Portugal não entrou tinha-os destruído quase por completo. Foi a partir daí que a Suíça, por também não ter entrado, começou a desenvolver-se com o dinheiro que os nazis e os judeus deixaram nos seus bancos, deixando de ser o país onde poder comer um caldo à noite já era bem bom.

Desde então, todos os países progrediram, inclusivamente os da Cortina de Ferro, embora num grau bem inferior. Portugal também. Após 1974, quando o ritmo de crescimento dos outros países tinha atingido velocidade de cruzeiro, Portugal também continuou a progredir, mas sempre menos do que os outros, o que em simples aritmética se traduz em atraso. Por isso, quando os corruptos e os trafulhas nos falam em grande avanço, mentem descaradamente. Só um lerdo pode acreditar que nos últimos dez anos Portugal se atrasou os efectivos 30 (segundo o Eurostat de há já mais de 2 anos) desde a Abrilada. Tudo arquitectado para sustentar parasitas, ladrões e outras sanguessugas à custa dos mamões que sustentam o regime aprovando-os e votando neles.

Foram estas corjas de salteadores e apoiantes que levaram o país `falência e terceira intervenção do FMI. Isto não aconteceu em nenhum outro país. O que significa que estas corjas são bem piores que as dos outros ou que os portugueses são mais estúpidos por o permitirem, ou ambas as coisas.

Os oficiais de Abril confessam-se todos desiludidos pelo caminho que esta canalha deu ao país. Ainda que sem o apoio geral, Otelo Saraiva de Carvalho chegou mesmo a dizer, há menos de duas semanas [I Online], «que se soubesse como o país ia ficar, não teria realizado o 25 de Abril». Diz ainda que «ouve todos os dias populares dizerem-lhe que o que faz falta é uma nova revolução». O que faz falta é enforcarem os traidores e emprisionarem os seus apoiantes, em lugar dois pilha-galinhas que enchem as prisões.

Que è que se comemora, então, hoje, se não a ganância satisfeita dum punhado de malandros à custa da miséria geral nacional?

Comemora-se a vitória das associaciassões de criminosos que formam as oligarquias políticos.

Comemora-se a glória dos incompetentes embusteiros que mentem descaradamente, desinformam, que os protegem e embrutecem a população, possibilitando assim a miséria e a desgraça que se conhecem.


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

4 comentários:

Pulseira Electrónica disse...

Sem sombra de dúvida. Caro Mentiroso, hoje comemora-se o dia da "Liberdade para gamar". O dia da Liberdade, que os poderosos só o são, porque o MFA saiu à rua em 1974, e derrubou um regime que não deixava haver Liberdade, nem para gamar.

Bom Feriado

Fernando Marques

Samuel Lourenço disse...

É lógico que os preços sobem devido à inflacção e por isso 20€ hoje em dia dá para nada. E é claro que o salário mínimo existe em todos os países. Se não existiu na época de Salazar, é porque assim convinha aos patrões na altura para poderem pagar o que lhes conviesse aos seus trabalhadores. Informe-se sobre ciência económica e história, no mínimo, porque pelos vistos não viveu a ditadura de Salazar.

Samuel Lourenço disse...

No entanto, que fique bem claro que não concordo com o caminho que o País está a tomar. Os constantes ataques do FMI patrocinados pelos nossos governantes deixam bem claro que a nossa liberdade como trabalhadores está a ser posta em causa: tem-se desvalorizado o trabalho de forma progressiva. No entanto, a culpa não foi do 25 de Abril, foi dos especuladores que sempre se alimentaram da nossa economia, agora bem mais do que antes. A minha reacção contra o seu post deve-se ao facto de estar a associar o 25 de Abril à chulice feita pelos governantes. Acho que se o País soubesse votar à esquerda, o problema não se punha.

Mentiroso disse...

Deve ser triste escrever sobre o que não se conhece e só depois se dar conta de que se errou sem saber.

A inflação! Boa desculpa. Quem lhe disse que o salário mínimo existe em todos os países enganou-o, pois que apenas se encontra num pequena parte. Nem em toda a Europa. Informe-se. E onde aprendeu que já existia por todo o lado no tempo do Estado Novo?!

Não, certamente não pude viver todo o tempo do Estado Novo, só nasci pela altura do bombardeamento de Pearl Harbour.

Se a Abrilada de 1974 (que outras a precederam – sabia?) não foi a causa do que se seguiu, o que se passou devia ser um milagre. Os ladrões e corruptos puseram os tolos todos a cantar e a dançar e cortaram-lhes as informações do mundo exterior para se sentirem felizes e pensarem que eram realmente os melhores enquanto lhes fizeram a cama. Veja-se como vive o Cavaco Coveiro do país e como viviam anteriormente os presidentes até ao Mário Soares, que inaugurou o abuso. Como viveram e se comportaram, por exemplo, O Ramalho Eanes ou o Craveiro Lopes.

Ao que parece, ainda é dos que julgam que a culpa é toda do FMI, que a UE não está aí para nada e que o governo não se está a aproveitar da ocasião para aplicar a doutrina que há anos andava a apregoar bem alto que queria seguir: a destruição de tudo o que ajude os mais pobres e aprofundar o maior fosso da Europa entre ricos e pobres.

Santa inocência! É disso que se aproveitam.