20/09/2012

Somos muito Otários!

Convém recordar: 

António Lobo Xavier[1]
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros. Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...


José Pedro Aguiar-Branco[2]
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco e agora ministro da defesa é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8 080 euros, ou seja, 4 040 por reunião. Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários... E agora é Ministro da Defesa.


António Nogueira Leite[3]
Segue-se António Nogueira Leite , que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos, o mais recente, após "Bons Conselhos" na preparação do Programa de Governo do PSD, foi-lhe dada uma prenda, nada mais que administrador da CGD. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5 300 euros por reunião. Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários... E que disse, recentemente, se continuarem os aumentos de impostos, "Piro-me!"


João Vieira Castro[4]
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.


Daniel Proença de Carvalho[5]
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião. Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...


Gestores não executivos recebem 7 400 euros por reunião!!![6]
Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos. Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN , tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham. Estes são alguns dos indivíduos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários... 

 POR ESTAS E POR OUTRAS ESTE " SÍTIO " NUNCA MAIS É UM PAÍS. 
Vencimentos com valores médios em termos de carreira... 
G.N.R...............€ 800,00 - Para arriscar a vida. 
Bombeiro...........€ 960,00 - Para salvar vidas. 
Professor...........€ 930,00 - Para preparar para a vida. 
 Enfermeiro......€ 1.046 - Para cuidar da vida. 
 Médico...........€ 2.260,00 - Para manter a vida. 
 Deputado...... € 6.700,00 - Para nos lixar a vida. 

Cá vai um importante contributo, que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar. Acabou o recreio e o receio! 
A guerra contra a chulisse, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso. Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar. Nenhum governante fala em: 

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República. 

2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode. 

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego. 

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo. 

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e se não são verificados como podem ser auditados? 

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821. 

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia. 

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades. 

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;. 

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes... 

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos. 

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc. 

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis. 

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA. 

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder. 

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar. 

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado. 

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP. 

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora. 

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos. 

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público. 

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD). 

23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado. 

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem". 

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam; 

26. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise". 

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida. 

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos. 

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois. 

30. Pôr os Bancos a pagar impostos. 

POR TODOS NÓS E PELOS NOSSOS FILHOS.

25/01/2012

Cavaco, o Supercínico

Finalmente descuidou-se e revelou o que sempre pensou. Não é a primeira vez que acontece, mas parece que a maioria teima em não tomar os repetidos deslizes dos seus desabafos a sério. Não contente em ser o autor principal da miséria actual, quer ser também actor fantoche das políticas de miséria do governo. Tem feito grande algazarra contra a miséria e quis ser tomado como o paladino dos mais pobres, afirmando sem cessar que as desgraças deviam ser a dividir por todos. Simultaneamente, assinava – e tem continuado a assinar – toda a legislação que sacrifica os mais desprotegidos e poupa os que mais têm, mais ganham e mais recebem. Simples contrariedade? Pior que moeda falsa.

Deviam pô-lo com os bandalhos dos deputados e os sacanas dos ministros a viver três meses com €250 e daí pagar comida, remédios, água, luz, gás, telefone, etc. Aí sim, ele e outros da sua estirpe iriam perceber o que os nossos mais pobres pensionistas passam não para viver, mas sim para sobreviver. Ninguém se revolta com os discursos do F.d.P. do ministro da economia? Por tudo permitirem, os portugueses têm realmente aquilo que merecem.

Nem vale a pena repetir o que todos sabem: não consta que tivesse aproveitado a sua posição de primeiro-ministro para roubar como a canalha dos seus seguidores que por isso ficou e é tão conhecida. Raros se comportaram ou comportam honestamente. No entanto, como chefe, não pode rejeitar a alta responsabilidade que lhe cabe por direito e por obrigação e ainda não prestou contas.

Juntam-se agora assinaturas para uma petição visando a sua demissão, mas Portugal não é uma democracia e o caminho dado às mais de 200.000 assinaturas contra a lei do aborto, assim como outras, mostra-o claramente que a petição é como o livro de reclamações. Serve para os papalvos desabafarem, que é tudo aquilo de que os cobardes portugueses são capazes. É para isso que servem as petições e as outras areias que nos atiram aos olhos: enquanto o povo continuar a digerir os discursos-burlas a corrupção e a impunidade não terão fim. Apenas um controlo dos políticos pelo povo pode evitar o deboche político-partidário.

O destruidor de tudo o que produzia riqueza no país: agricultura, pesca, indústria, quer que os parolos o tomem pelo «provedor dos portugueses». Que arrojo. Que afronta. O coveiro da nação!

Segundo a constituição, ninguém e nada pode demitir o presidente da república. Nem o povo o pode fazer, o que, mais uma vez, atesta que o povo é lixo neste país. Ele mesmo poderia ter algum pudor e consideração e satisfazer o desejo popular em repeli-lo.

A petição, tal como vemos o caminho que se lhe pode dar de acordo com os que se tomam por órgãos soberanos, não tem qualquer valor. Se o único soberano numa democracia é o povo e os governantes não podem passar para além de mandatários, logo se constata que uma democracia não pode ter órgãos soberanos e conclui-se que se Portugal os tem não pode ser uma democracia.

Não interessa que se possam fazer petições. Tampouco interessaria a garantia de que elas seriam sempre aceites, como deveria ser. O que interessa é que ao soberano seja devolvido o poder de aceitar ou rejeitar as idiotices ou os projectos de roubo impune antes de se tornarem leis.

O Blog do Leão Pelado publicou não há muito tempo um artigo com uma importante transcrição de como a Islândia concebeu uma nova constituição que devolve o poder ao povo; de como rejeitaram as dívidas dos conglomerados financeiros que deles se serviram par sugar todos os lucros aos desventurados pagadores de impostos; dos julgamentos e das condenações dos governantes e banqueiros que levaram o país à bancarrota.

Esse artigo não se relaciona directamente com o caso actual, mas apresenta aquilo que a corja desinformadora nacional nos tem vindo a esconder há anos (só mais um caso entre um número sem fim, um preceito), como é de seu costume, para permitir aos políticos avassalarem a população. A transcrição ensina como o povo e não os políticos elaboraram uma constituição democrática. Assim como o povo passou a controlar os políticos e as suas políticas. Num caso semelhante, a importância de um qualquer partido no governo deixa de assumir uma importância capital, visto que, seguindo as regras democráticas, é apenas um mandatário do povo. Idem para juízes e magistrados. As funções de todos eles são as de cumprirem os desejos de quem os elegeu e de satisfazerem às suas necessidades. Nada do que cá se passa.

É actual. É na União Europeia, onde outros países estão a ser massacrados economicamente devido à consequências do controlo financeiro apoiado pelos EUA no seu interesse próprio, devido à sua própria dívida, a maior por habitante no planeta. Como o assunto do artigo não se encontra directamente na linha do presente, não parece apropriado ser aqui incluído.


Petição para a demissão do Cavaco

Com efeito há duas petições que decerto seria melhor juntar, já que a união faz a força. Coisas que em Portugal ainda não se compreenderam, e assim cada um puxa o seu cordelinho em lugar de juntos puxarem um cabo bem grosso que tudo arrastaria. Duas petições sobre o mesmo assunto, que loucura! Eis as duas petições, em que a primeira é a mais antiga e tem muito mais assinaturas:

Petição 1             Petição 2


Outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

14/01/2012

O Abate dos Carneiros

O ministro Álvaro Pereira chegou com intensões bombásticas de investigar os actos do governo anterior que tinham contribuído para o aumento da desgraça nacional e que, segundo ele apregoa para os ingénuos ou bêbados, cegos, surdos e mudos, foi a única causa. O PSD chamou-lhe parvalhão e obrigou-o a calar-se. Porquê?

Realmente, o impostor nem raciocinou que se a sua ideia se concretizasse, logo os criminosos do PS trariam ao conhecimento geral os crimes e a contribuição para a miséria nacional muto maiores do PSD, que foi o que provocou a crise por o Cavaco ter desmantelado o país, aumentado os cargos dos parasitas partidários no governo em 51%, etc. Por demais, há ainda algumas memórias dos maiores roubos jamais perpetrados no país, em que governantes, militantes, apoiantes e familiares enriqueceram de um dia para o outro com os fundos de coesão da UE, roubados em lugar de serrem utilizados para preparar o país. Aliás, é esta a causa maior da miséria actual e que estimulou o desenvolvimento da corrupção geral que hoje se vive.

Há ainda quem pretenda fazer julgar o Sócrates pelos seus pequenos crimes esquecendo os maiores que ele cometeu. Erro de avaliação não só nisso, mas sobre outros pontos que tornam a ideia em mais um desvio no caminho certo e de que os próprios canalhas se aproveitem. Entre os muitos erros e inconvenientes, os seguintes são mais do que evidentes.

O Sócrates surgiu ao fim da miséria consumada. Nem mais nem menos. Um peixe oportunista que soube usar das artimanhas gerais das máfias corruptas em proveito próprio e do partido. Os seus crimes muito maiores e de que deveria realmente ser julgado, não são bem aqueles de que parolos e sectários o acusam, mas sobre tudo os que estão mencionados no Blog do Leão Pelado. Basta clicar.

É um erro incomensurável de cálculo e de senso pretender que uma tão profunda miséria se possa ter gerado nos poucos anos em que ele esteve no governo, pelo que se essa pretensão não for por erro crasso só pode ser motivada por partidarismo sectário, o que é o pior caminho a tomar. Este erro toma também a forma de crime por isentar implicitamente os verdadeiros culpados. Um crime maior do que aquele que se quer justiçar. Daí o partidarismo da ideia. Não é que ele não merecesse ser julgado, note-se, mas o caminho tomado está completamente errado, só pode ser por fanatismo político e vai no sentido de defender um partido contra outro quando nenhum deles é melhor, o diabo que escolha. É o melhor método escolhido por parolos e sectários para perpetuar o mal já tão enraizado

A possível condenação do Sócrates – com o sentido que se lhe quer dar e vista objectivamente – seria aproveitada pelas máfias oligárquicas para a transformarem num entrave de peso a juntar à real inexistência de democracia em Portugal.

Se o PSD apoiasse a directamente a perseguição do Sócrates, haveria pelo menos duas consequências graves. Uma seria para o próprio PSD ao o PS lhe apontar facilmente as verdadeiras causas da desgraça nacional, tão abafadas, mas de que muitos se recordam. A outra seria para agravar a falta de democracia no país. Ao darem um osso aos lobos (o povo esfomeado por justiça) evitariam que os lobos os comessem a todos, apoiando-se na já existente falsa ideia de que isto é uma democracia em que os políticos eram responsabilizados e julgados. Ridículo. Este acontecimento por si só, visto por um povo de parrecos desmiolados r ferrenhos sectários, evitaria que o único caminho para a democracia – o controlo dos políticos por um povo soberano – fosse barrado e o seu alcance mais hipotético do que nunca.

O ministro, afinal, não passa dum hipócrita faccioso, mas parvalhote. Ou então um desses impostores disfarçados de democratas que impedem que se escrevam comentários nos seus sites ou blogs contra as suas ideias em lugar de as debater (o que não parece que ele fizesse no seu blog pessoal, diga-se em abono da verdade), ou que os apagam ou de outro modo controlam que esses tipos de comentários não apareçam mediante a dita «moderação». É o que se encontra frequentemente em blogs e sites de sequazes partidaristas. São eles os maiores contribuintes para a ignorância da verdade, espalhando a crença na mentira. Alguns serão revelados num futuro próximo e muitos se espantarão indevidamente por terem sido logrados sem o notarem enquanto outros protestarão, dizendo serem afirmações partidárias, como já aconteceu.

Até agora apenas alguns dos ladrões foram declarados. Só um está em julgamento, mas o número deles é incalculável por nele se poder contar a quase totalidade dos políticos. Os restantes continuam bem ocultos pelos dois partidos principais: «Tu não revelas os meus crimes e eu não revelo os teus». Um acordo táctico e tácito entre as corjas de ladrões contra a justiça e os interesses nacionais. Verdadeiramente lamentável que o Álvaro Pereira tenha sido calado pelos interesses antinacionais do seu partido. Muitos crimes – que todos sabemos existirem – seriam revelados de ambos os lados.

Temos agora uma vicissitude conjuntural em que alguns pontos – ainda que poucos – são comparáveis aos do tempo do Cavaco no governo. Um gráfico que o Álvaro Pereira publicou no seu blog mostra uma progressão dos juros da dívida pública (a que os merdosos jornaleiros pedantes entenderam alcunhar de soberana) entre 1989 e 1993 da mesma ordem da actual, ainda que a nível inferior.

Outra coincidência, Portugal está a receber dinheiro do exterior, em condições diferentes e desastrosas, mas recebe. O partido no governo é o mesmo do Cavaco. Observemos como mexem os cordelinhos das bolsas e como vão enriquecer, sobretudo com nomeações para cargos a que são atribuídos ordenados fantásticos. Entre eles não nos esqueçamos de vigiar de mais perto aquele que já provou ser ladrão crónico: o Relvas ordinário. Entrou para a política quase tão pelintra como um sem-abrigo e já tem uma grande empresa no Brasil. Em Novembro passado tornou-se público que estava a roubar o subsídio de habitação. Com alegações características dos vigaristas, desistiu, mas não reembolsou o que recebera, como agora é exigido aos demais cidadãos, pelo que o roubo não foi anulado e permaneceu. Os dois pesos e as duas medidas continuam de vento em poupa, mostrando a falsidade congénita do Coelho. O Relvas é um indivíduo a ter bem debaixo de olho, que só não roubará o que não puder, e não é o único.

As causas da miséria actual, evidentemente, são múltiplas, mas todas elas, sem excepção, tiveram a sua origem nos governos do Cavaco. Neste amplo sector, não há praticamente nada de mal neste país que não tenha aí a sua origem. A grande corrupção, o roubo, as mordomias dos políticos e os aumentos dos seus ganhos exagerados e exorbitantes (51%, decretou ele), as leis que lhes dão impunidade, as destruições do tecido industrial, da agricultura, das pescas, etc., etc. A política que tendeu a destruir o parque habitacional de aluguer e incentivar a população na compra de casa, que a arruinou. É o país em que uma maior percentagem de habitantes tem casa própria, mas que não produz para o justificar: esta combinação é impossível e mais cedo ou mais tarde estoira.

Basta nomear um qualquer problema deste âmbito e logo constatamos a sua origem, até o doutrinamento e a mentalização da população sob marketing político. Estes últimos incluem as lavagens cerebrais, o aproveitamento da imaturidade política dos portugueses e os correspondentes esforços sobrenaturais por eles utilizados para os manter nesse estado, convencendo-os de que têm maturidade.

Este caminho, e outros com consequências desastrosas semelhantes, foram aproveitados pelos governos seguintes para fazer circular grandes massas de dinheiro, dando a ilusória sensação de riqueza, enquanto na realidade afundava o país, que nunca produziu para poder pagar tais fantasias. Este procedimento levou a que os carneiros ignorantes consentissem, achando os pobres diabos que se lhes coubessem umas migalhas não faria mal que desfalcassem o país. Só que o país são esses próprios papalvos.

Não estamos na época dos descobrimentos, em que nos chagavam carregamentos de bens, nem na do grande comércio realizado com a política dos entrepostos comerciais portugueses através do mundo. (Há pulhas que vêm agora afirmar aos crentes e ignorantes que os descobrimentos foram emigrações de portugueses pobres. Que são eles senão canalhas a quererem reescrever a história num estilo idêntico ao do Rosas?) Hoje, para se poder conduzir uma tal política é necessário explorar e sacar os bens dos outros países num colonialismo moderno, seja depreciando-os para os obter a um valor abaixo da realidade ou apossando-se deles por guerras que obrigam os explorados a aceitar contratos de extorsão, como fazem os EUA e a França. Esta, logo ao início dos primeiros bombardeamentos pobre a Líbia, acordou com os revoltosos em ajudá-los a derrubar o Kadafi sob a condição de contrato de entrega do petróleo a baixo preço. E assim aconteceu…

Ora, como tais políticas e imposições internacionais não são possíveis a Portugal por razões óbvias, o país tem que suportar as suas necessidades mediante a produção, como outros países pequenos da Europa: Luxemburgo, Suíça, Suécia, Dinamarca, Noruega, etc. e ainda a Irlanda, onde os problemas foram de outra ordem. Outros caminhos conduzem ao estado actual.

Os governos seguintes continuaram na trilha iniciada pelos cavaquistas, já que só ganharam como isso, não lhes importando a miséria a que essa senda levaria o país. Não o iniciaram, mas por evidente conveniência consideram o assunto como mortos que não querem desenterrar. Daí o PSD ter posto uma rolha na comua do Álvaro Pereira.

É bem claro que as obras de destruição destes criminosos não poderiam ter sido tão fáceis aos políticos corruptos e ladrões sem a imprescindível ajuda da jornaleiragem que lhes limpa os escolhos do caminho, encobrindo-os e impingindo-nos historietas e coscuvilhices ou fabricando ou encenando notícias para embrutecer, resultados que têm alcançado com êxito neste conluio obsceno.

08/01/2012

Os Sórdidos Facínoras Que Nos Governam

Está a começar a compreender-se a origem da crise nacional agravada pela europeia e mundial. A corrupção dos governos do Cavaco (roubo e desbarato dos fundos de coesão), a mentalização que tronou os portugueses mais improdutivos e mais gastadores do que não produziam e importavam, assim como a corrupção do OLAF (Office Européen de Lute Anti-Fraude – UE), do seu director e do seu responsável, Comissário europeu Siim Kallas. A página sobre este assunto, há vários anos publicada, tem aumentado o número de visitantes.

Este artigo contém várias transcrições e citações em itálico, cujo mérito cabe aos respectivos autores. Alguns não são referidos por terem caído no domínio público ou por se ignorar quem sejam, mas se se declararem, os seus nomes serão mencionados. Este artigo é também uma repetição daquilo que há anos tem sido escrito nos blogs dos links que se seguem ao seu final e no site do autor, pois que o procedimento geral é também uma repetição do que engendrou a desgraça ao ponto a que a conhecemos. Não há muito mais sobre que falar, pois que a origem dos males é pouco diversificada. Repetem-se. Os políticos não mudam os seus métodos e, defendidos por uma corja de jornaleiros em conluio, o povo aguenta-os, elege-os e defende-os. Depois reclama. Paradoxo?

Os roubos dos juízes
€700/mês para renda de casa, mesmo para os que têm casa e trabalham na área de residência = roubo incondicional. Agora, quando o governo pretende cobrar imposto sobre esse produto de roubo irracional e nacional, vem o João Palma, um dos gozadores dos lorpas, queixar-se de que A proposta não está estruturada com critérios justos e equitativos, nem é sensível ao facto de os magistrados serem obrigados a exercerem a sua actividade em regime de exclusividade. Nada admira quando a «pauvre pétasse», deputada do PS que residia em França, recebia um subsídio para viajar até ao parlamento. Pensar que a maioria dos portugueses têm reformas inferiores a esse montante justifica a mentira da chamar democracia a esta palhaçada dirigida por vigaristas e ladrões confirmados. Só para rir, o que dizem, enquanto uns rebentam com a barriga cheia e os outros de fome: o maior fosso europeu entre ricos e pobres que não pára de aumentar com todos os governos,

Desorganização
Os parasitas políticos, incapazes, colocados à frente das chefias, desorganizaram o país do modo que se vê: nada funciona. Exemplos? Bombeiros transformados em firmas de transporte. Os bombeiros são táxis para transporte de doentes. Porquê assim, se nunca o foi, nem cá nem noutro qualquer país? A nomeação dum contabilista para ministro da saúde foi o arauto das intenções dos abjectos biltres do governo. A desorganização do sistema de saúde que absorve tanto dinheiro quanto o sueco, mas com a diferença que se conhece. Nem merece a pena citar mais onde a desorganização foi generalizada.

Tudo é roubo. Exemplo, os canais emitidos na TDT para permitir o roubo das operadoras privadas em depreciação dos interesses nacionais gerais. Não é o que se passa nos outros países, mas em Portugal ou se copia o que está mal ou se inventa pior. É o que tem sido a fonte do progresso nacional. Nas escolas não se ensinam as crianças como se defenderem contra a publicidade para poderem ser facilmente presas do roubo; formam-se lorpas.

Publicidade: DECO – sociedade comercial que tem ganho fortunas com a publicidade dos abortos jornaleiros, encobrindo o trabalho daqueles que o fazem gratuitamente.

Mezinhas em lugar de medidas adequadas
Matam-se os cães que mordem e isentam-se os donos culpados. Abandonam os cães, mas não são tomadas medidas para o evitar, condenando os donos.
Os serviços de saúde quase não funcionam devido à desorganização e aplicam-se taxas para roubar e afastar os doentes. Matando-os.
Não há excepções, a desorganização é paga pelos que a ela são submetidos e nunca pelos seus autores.
A burocracia, outra fonte do atraso e de corrupção, é mantida intencionalmente.
São apenas exemplos expressivos que podem despertar menos interesse, mas que se repetem a todos os níveis e produzem os resultados constatados.

A razão da desorganização, da legislação inadequada e de tudo o que atrasa o país deve-se exclusivamente aos deputados defenderem os seus interesses profissionais e dos grupos de interesse em que se inserem em depreciação dos interesses nacionais; aos cargos de responsabilidade terem sido tomados de assalto pelas máfias oligárquicas políticas que os fazem ocupar por parasitas incapazes, incompetentes e usurpadores, sejam militantes, familiares ou amigalhaços, mas todos partidários; razões sempre alheias à competência e capacidade. Os lugares nem são postos a concurso, mas tomados de assalto como direito garantido, como despojos duma batalha ganha em que o povo é o incondicional perdedor. Uma batalha que se termina contra a população. O resultado é o que se vê. É bem simples, mas os políticos nem nisso falam.

Os deputados não são eleitos. Ninguém é eleito, salvo o presidente da república. Quando os lorpas vão votar, as caras e os nomes são todos falsos. Os votos são nos partidos e não nos que vomitaram a banha da cobra.