29/03/2010

O QUE PRETENDE DE UM POLÍCIA?

O Texto, não foi escrito por mim, mas desconheço também o seu autor. Foi-me enviado por um amigo, agente do CI da PSP, e por achar que na sua maioria traduz a verdade, ou seja, é por essa via que temos de ver as coisas, senão é a anarquia total, publico para dar conhecimento aos demais.

É Importante que os cidadãos tomem conhecimento de como são tratados estes profissionais. A toda e qualquer hora, seja de dia ou de noite, estão sempre prontos a atender as vossas chamadas. Os polícias doam diariamente o seu sangue e as suas vidas em defesa dos cidadãos a quem servem sem esperar uma palavra de gratidão. Muito bem Sr. cidadão, eu creio que o Sr. já me "rotulou"!

Acredito que me enquadro perfeitamente na categoria em que o senhor me colocou. Eu sou estereotipado, padronizado, marcado, corporativista e não sou humano. Infelizmente, o oposto é verdade, mas não vou rotula-lo. Mas, desde que nascem, os seus filhos ouvem dizer mal de mim, e depois o Sr. lamenta e chora quando eles se identificam com os meus inimigos "Os criminosos".

O Sr. acusa-me de maltratar os criminosos, até que eu apanhe um que tenha feito mal aos seus.

O Sr. é capaz de gastar uma hora para almoçar e, por dia, interromper várias vezes o seu trabalho para tomar café, mas critica-me se eu paro para tomar um.

O Sr. gosta de fazer as suas refeições sem ser incomodado, mas não hesita em interromper as minhas com os seus problemas.

O Sr. fica fulo quando fica "preso" no trânsito, mas se eu autuo um condutor, estarei a persegui-lo, ando à "caça" da multa, em vez de se regozijar e dizer que ando a fazer o meu trabalho para evitar males maiores, procurando os prevaricadores e os "Fora da lei".

O Sr. conhece as leis de trânsito, mas continua a infringi-las.

O Sr. acha que prevarico se conduzo mais rápido para ir a uma ocorrência, mas fica irritado se eu demoro para ir a uma chamada sua.

Se sou ferido ou morto, o Sr. acha que faz parte do meu trabalho, mas se me defendo de algum criminoso, o Sr. diz logo que houve violência policial e excesso de zelo.

O Sr. não diz ao dentista como arrancar um dente, ou ao médico como operar, mas está sempre a dizer como devo aplicar a lei.

O Sr. quer quer eu o livre dos que o perturbam a sua vida, mas não quer que ninguém saiba disso.

O Sr. protesta que a polícia nada faz para combater o crime, mas fica furioso se é envolvido num processo.

O Sr. não vê utilidade na minha profissão, mas certamente ela se tornará valiosa se eu nudar o pneu furado do carro de sua esposa ou filha, ou levar o seu filho no banco de trás do carro patrulha, se este se encontrar perdido, ou talvez salvar-lhe a vida (com suporte básico de vida, respiração boca-a-boca, ou ainda ter de trabalhar horas extras sem fim para encontrar a sua filha que desapareceu.

Assim, caro cidadão, o senhor pode dizer impropérios e enfurecer-se pela forma como exerço o meu trabalho, chamando-me todos os nomes possíveis, mas nunca se esqueça que os seus bens, a sua família e até mesmo a sua vida, dependem de mim e dos meus colegas.
SIM, SENHOR CIDADÃO, EU SOU UM POLICIA!

Saudações policiais

“Um genuíno Polícia nunca se aposenta, abranda o ritmo”


Nota: Acrescento ainda que, há maus profissionais em todas as áreas, em todo lado e em todo o mundo, não temos o direito de estereotipar, generalizar toda uma classe, cada vez mais por sua conta e risco.

@Fernando Marques
Pulseira Electrónica

3 comentários:

direitinho disse...

Bom dia
O nosso tempo, a nossa sociedade e as nossas contradições.
Claro que em todas as áreas existem bons e maus profissionais. Os policias não fogem à regra.
Os condecorados são aqueles que nada fazem e que só aparecem nos momentos de serem laureados.
Os restantes continuam a ser pisados sem o mínimo de respeito dentro e fora da corporação.
Desejo uma Páscoa sem incidentes a todos os profissionais da segurança.

Mentiroso disse...

O Direitinho já mencionou alguns factos significativos no seu comentário, mas este texto, possivelmente dum agente da polícia, merece uma análise mais profunda.

-desde que nascem, os seus filhos ouvem dizer mal de mim, e depois o Sr. lamenta e chora quando eles se identificam com os meus inimigos "Os criminosos"
-É um ciclo vicioso: o procedimento da polícia e a sua negação cega.

-O Sr. acusa-me de maltratar os criminosos, até que eu apanhe um que tenha feito mal aos seus.
-Em geral e por norma, para «apanhar» não é preciso ser incivilizado, a não ser que as circunstâncias a isso o obriguem.

-"caça" da multa
-Há casos que em evidência só podem ser isso, mas também há outros em que os agentes, quando chamados para isso, não querem actuar e se recusam mesmo dizendo que têm outra coisa para fazer, autêntico.

-O Sr. conhece as leis de trânsito, mas continua a infringi-las.
-Devido ao modo condução geral, até são demasiado benevolentos, só que frequentemente não sabem falar com as pessoas.

-acha que prevarico se conduzo mais rápido para ir a uma ocorrência
-Não, prevaricam quebrando todas as regras, como até estacionar nas passagens de peões, sobre pontes, etc., isso é um toca a aviar.

-Se sou ferido ou morto, o Sr. acha que faz parte do meu trabalho, mas se me defendo de algum criminoso, o Sr. diz logo que houve violência policial e excesso de zelo.
-O problema está apenas em não saber quando nem como podem e devem proceder usar armas de fogo. Idem com quase todos os procedimentos.

-O Sr. não diz ao dentista como arrancar um dente, ou ao médico como operar, mas está sempre a dizer como devo aplicar a lei
-Não é o mesmo: todo o cidadão tem obrigação de conhecer a lei e a sua ignorância não pode ser invocada. Portanto…

-O Sr. não vê utilidade na minha profissão
-Evidentemente que é útil e imprescindível, mas para o ser tem que ser desempenhada correctamente como com todas.

·♣· Em conclusão – e isto é de verdade o mais importante – eles não têm culpa de não se mostrarem à altura e de serem completamente incapazes do seu trabalho, de andarem por aí desorientados e ao tiroteio, de fazerem asneira sobre asneira, de matarem quando se devem limitar a prende (não são juízes nem executores), de serem incapazes de lidar com os cidadãos e de se mostrarem psicologicamente inabilitados. As razões e justificações do seu procedimento tresmalhado e inadequado estão explicadas neste post, muito longo para repetir aqui.

Pulseira Electrónica disse...

Caros amigos, concordo em parte com tudo o que diz o amigo Mentiroso, mas ressalvando sempre que devido ao actual estado do país e ao forte desinvestimento em segurança, não me espanta nada daquilo que diz no seu comentário anterior. Temos direito a ser exigentes com quem nos governa que exijam uma polícia eficaz e sem medo de cumprir o dever. Quanto ao resto é o que já estamos habituados à boa maneira do Português.

Abraços democráticos, dentro da prisão domiciliária,

@Pulseira Electrónica
Fernando Marques